"SÍNDROME DE ROKITANSKY (MRKH)"

Espaço para divulgação, informação e apoio às portadoras de "SÍNDROME DE ROKITANSKY".
A participação de profissionais de saúde e familiares também é muito bem vinda.
Vamos juntos debater o tema, esclarecer dúvidas e aprender para tornar a descoberta e aceitação da Síndrome menos dolorosa.

28 de mai de 2014

ME SINTO UM ET

Me sinto um ET!!

Essa é a auto definição que mais ouço.

Creio que impacto mais profundo da Sd. esteja no psicológico.
 

 A autoimagem!

É interessante o quanto nos sentimos inferior a outras mulheres.
Nos julgamos estranha por ser diferente dos padrões.

Mas será mesmo que devemos ser tão severas com a mulher que nos habita?

Será que o atrativo feminino está concentrado em 2 órgãos???

Sua vida se resume em ser Rokitansky?  Só isso te define?

Olhe pra você, faça uma lista dos motivos pela qual você mereça ser amada. 


Que qualidades possuí que faça alguém desejar estar ao seu lado?

Você é legal? É sincera? É companheira? Honesta, sensível, generosa, humana, inteligente, determinada, trabalhadeira, estudiosa?...
Não seriam essas as qualidades que buscamos em um companheiro?
Da mesma forma essas são as qualidades que um homem busca em uma moça para um relacionamento sério e duradouro.

Então não se aflija tanto, não se diminua!


Enxergue a situação com mais leveza:
Você não está impossibilitada definitivamente de ter relação, é algo momentâneo e com solução.
 

Aí você me diz: “mas eu não posso dar filhos” . E eu te pergunto:
Seria essa uma impossibilidade exclusiva de Rokitansky?
Estima-se que de 15 a 20% dos casais brasileiros são inférteis.
Ora, você poderia vivenciar a mesma impossibilidade de outra forma, ou quem sabe poderia ser seu companheiro a ter alguma limitação.
 E aí? Acabaria o amor?

Lembre-se : podemos formar família através da adoção ou através do útero de substituição ou até experimentar a maternidade das duas formas.
O fato é que podemos sim SER MÃES e podemos fazer de nosso companheiro um pai realizado, ter uma família completa e feliz.

O amor deve ser o princípio fundamental de todo e qualquer relacionamento.
E amor verdadeiro acolhe, aceita, divide, compreende... Com amor tudo se encaixa.
 

Tem um frase que diz:
 

"O amor enxerga além das convenções, admira o essencial." (R.Moura)

Como disse o Pequeno Príncipe: " O essencial é invisível aos olhos"
 

Essencial é alma e não corpo.


E o que dizer de nossa força? Nossa capacidade de superar e enfrentar os obstáculos sem perder a ternura.Nosso jeitinho de cuidar e defender quem amamos.

Que homem não vai admirar isso?


SE ADMIRE TAMBÉM!! SE AME!! Não se boicote!
SE PERMITA!!
MUDE SUA IDENTIDADE!!
Coloque nela a foto da mulher linda que você é!

 

Agora ,se você deseja continuar se sentindo ET, posso até concordar com você

Somos Sim, Mulheres ET

Mulheres EXTRAORDINARIAMENTE TUDO de Bom!    ;)


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GRANDE BEIJO A TODAS!

4 comentários:

  1. é tão dificil botar em prática...

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    1. Thaís vc está certa,não é fácil , mas não é impossível!
      Não acontece como um passe de mágica, é uma descoberta progressiva.
      O primeiro passo é estar determinada a mudar, descobrir e abraçar as possibilidades. O segundo passo é procurar ajuda profissional e também de quem passou e passa pelo mesmo.
      A gente se fortalece com as histórias. Através delas adquiramos força, esperança e auto confiança.
      Precisando da gente, estamos aqui para te ajudar.
      BJK

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  2. No início eu sofri muito, desde os 12 anos eu vinha fazendo exames pra descobrir o que eu tinha , fiz diversos exames e só aos 17 anos tive a certeza de que sofria da síndrome de Rokitansky, não foi um choque tão grande porque desde o início eu já sabia da possibilidade. Hoje eu posso dizer que "aceitei" ser assim, mas muitas vezes paro, vejo minhas amigas se tornando mãe, e volto a sentir aquela sensação de "ser um ET" e saber que nunca vou poder gerar um filho. É difícil, mas estou tentando me conformar por ser assim, por mais que eu saiba que mais pra frente será mais complicado.

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    1. Oi Mirele! Nossa, exames desde os 12 anos?! Muito novinha , imagino o qto bateria de exames devem ter sido desgastante.
      Talvez aceitar a gente num consiga de fato. mas a gente aprende conviver em paz e passividade.
      Flor, temos que lembrar que a impossibilidade de gerar não é exclusiva de Rokitansky. Muitas mulheres mesmo tendo útero não podem por motivos diversos. Chegará momentos em que isso terá um peso maior, o instinto materno com o passar dos anos começa gritar, mas quando essa hora chegar, temos que lembrar que há outras formas de atender esse pedido do coração.
      BJk lindona!

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